PROJETO 3X1 -EUNICE ESPINOLA

PROJETO 3X1 -EUNICE ESPINOLA
PROJETO DE 3 MÍDIAS E UMA PREMIAÇÃO

sábado, 4 de janeiro de 2014

A INCANSAVEL PROCURA DE UM AMIGO






Procura-se um amigo

Procura-se um amigo.
Não precisa ser homem,basta ser humano,
basta ter sentimento,basta ter coração.

Precisa saber falar e calar,sobretudo saber ouvir
o que as palavras não dizem.

Tem que gostar de poesia,de madrugada, de pássaros,
das estrelas, do sol, da lua,do canto dos ventos
e das canções da brisa.



Deve ter amor,um grande amor por alguém,
ou então sentir falta de não ter esse amor.

Deve amar o próximo e respeitar a dor
que os passantes levam consigo.

Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão,
nem é imprescindível que seja de segunda mão.

Pode já ter sido enganado,
pois todos os amigos são enganados.


Não é preciso que seja puro,
nem que seja de todo impuro,
mas não deve ser vulgar.

Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e,no caso de assim não ser,deve sentir o grande vácuo que isso deixa.

Tem de ter ressonâncias humanas,
seu principal objetivo deve ser o de amigo.

Deve sentir pena das pessoas tristes
e compreender o imenso vazio dos solitários.

Deve gostar de crianças
e lastimar as que não puderam nascer.



Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos,
que se comova quando chamado de amigo.

Que saiba conversar de coisas simples,
de orvalhos, de grandes chuvas
e das recordações da infância.

Preciso de um amigo para não enlouquecer,
para contar o que vi de belo e triste durante o dia,
dos anseios e das realizações,dos sonhos e da realidade.



Deve gostar de ruas desertas,
de poças d´água e de caminhos molhados,
de beira de estrada, de mato depois da chuva,
de se deitar no capim.

Preciso de um amigo que diga que vale a pena viver,
não porque a vida é bela,mas porque já tenho um amigo.

Preciso de um amigo para parar de chorar.

Para não viver debruçado no passado
em busca de memórias perdidas.

Que bata nos ombros sorrindo e chorando,
mas que me chame de amigo,
para que eu tenha a consciência de que ainda vivo.
desconhecido
EUNICE IS BLACK PRA VOCÊ!

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

MOMENTO POÇÃO BELEZA IS BLACK




Receitas de esfoliante corporal:



ESFOLIANTE COM SAL GROSSO


2 xícaras de sal grosso
2 xícaras de óleo de oliva extra virgem
3 gotas de óleo essencial de lavanda
3 gotas de óleo essencial de camomila

Modo de fazer:
Coloque o sal grosso em uma vasilha. Misture os óleos essenciais no óleo de oliva. Cubra o sl com óleo de oliva. No banheiro, tire porções desse sal molhado com o óleo e massageie o corpo, os pés, as perns(cuidado para não esfregar com força na parte dianteira  da perna, porque a "canela", o osso saliente da tíbia, pode favorecer escoriações na pele do local). Locais com mais músculos podem receber maior pressão. Pés: sola e peito; pernas; coxas; nádegas e culote. Na barriga, faça movimentos circulares, da direita pra a esquerda, respeitando os movimentos peristálticos. Nas costas, sugiro uma escova redonda grande com cabo comprido( própria para banho). Enrole uma toalha de rosto da escova, coloque o sal com óleo e esfregue. Espere 3 minutos para lavar o corpo. Use os sabonetes naturais para retirar excesso de óleo.
( Livro Sempre Linda - Guia de Cosmética Natural - Eliza Biazzi -Editora Viva Natural)

Um livro maravilhoso que recebi de presente neste Natal da minha amiga Marlene Salles, e estou compartilhando com vocês. Espero que gostem afinal,

EUNICE IS BLACK!



quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

SEGUNDO LUGAR MBPA 2013 - Melhor Blog Português Do Ano 2013

AGRADEÇO DE 

CORAÇÃO A TODOS

 QUE CONFIARAM E

  ELEVARAM O MEU

 TRABALHO.

MUITO ME ANIMA

 EM CONTINUAR

 FIRME COM OS

  MEUS 

PROPÓSITOS.


LUZ E PAZ HOJE E SEMPRE!

EUNICE ESPINOLA





Revista Extraincrivel compartilhou um link.
o segundo lugar pertenceu ao blog Eunice Is Black que 
quase quase conseguiu vencer o concurso com 40.64% dos votos.

Os nossos parabéns pelo segundo lugar!

EUNICE IS BLACK SE VESTE DE BRANCO PARA SAUDAR 2014

NA  PRAIA DE  VILLAS DO ATLÂNTICO



O primeiro dia do ano pelo calendário da Era Comum foi escolhido pela Organização das Nações Unidas para promover a fraternidade universal. Para todos os povos, é tempo de recomeçar
A chegada de um ano sempre desperta a expectativa pela abertura de um novo ciclo, cheio de transformações.
essa época, verbos como recomeçar, reconstruir, repensar e tantos outros “re” parecem fazer mais sentido do que no restante do tempo. Simpatias e tradições reforçam ainda mais esses significados em torno da festa: comer lentilha, pular ondas, vestir branco.
Ao brindar o recomeço, além de sorte, também são bem-vindos os desejos de paz e fraternidade.

Em 1968, o papa Paulo VI escreveu uma mensagem lançando a ideia da comemoração do Dia Mundial da Paz.
No texto, sugeria que esta não fosse uma comemoração exclusivamente católica, mas que ganhasse adesão ao redor do mundo com “caráter sincero e forte de uma humanidade consciente e liberta dos seus tristes e fatais conflitos bélicos, que quer dar à história do mundo um devir mais feliz, ordenado e civil”.

Ainda que desde 1981 o Dia Internacional da Paz seja comemorado em 21 de setembro, a data de 1º de janeiro é reconhecida pela ONU como o Dia da Confraternização Universal, ou seja, do diálogo e da  paz entre os povos. 

ENTRE AMIGOS

Novo ciclo

A palavra francesa Réveillon significa “acordar” e era usada no século 17 para designar jantares longos e chiques realizados durante o ano.
Com o tempo, acabou popularizando-se como sinônimo da festa de passagem de ano.
A comemoração do Ano-Novo tem sua origem intimamente ligada à natureza.
Dois mil anos antes da era cristã, os antigos babilônios festejavam a entrada de um novo ciclo anual no início da primavera no hemisfério norte, que equivaleria ao dia 23 de março do calendário cristão.
Nessa época, era feita a plantação de novas safras, daí a noção de reinício, preservada até hoje.
Já os gregos celebravam o início de um novo ciclo entre 21 e 22 de dezembro, mas o ritual também  representava o espírito da fertilidade.
A festa era pelo renascimento anual do deus Dionísius, a quem homenageava-se desfilando com um bebê em um cesto.
Os egípcios comemoravam o Ano-Novo quando a estrela Sírius surgia no horizonte de Mênfis, a cidade dos primeiros faraós.
A data (16 de julho no calendário cristão) marcava o começo da enchente anual do rio Nilo.

O NOVO (FUTURO) SE APRESENTA...





A UNIÃO SE FAZ PRESENTE...



Datas diferentes, sentidos iguais
Na China, a passagem do ano cai no fim de janeiro ou início de fevereiro, porque segue-se o calendário lunar.
Os judeus têm sua celebração de Ano-Novo no primeiro dia do mês de Tishrei, primeiro mês do calendário judaico (meados de setembro ou começo de outubro): é o Rosh Hashaná, a “festa das trombetas".
Para os islâmicos, o ano novo cai em maio, pois a contagem islâmica corresponde ao aniversário da Hégira (que em árabe significa emigração), cujo ano zero corresponde ao 622 da era cristã, ocasião em que o profeta Maomé deixou a Cidade de Meca e se estabeleceu em Medina.
Independentemente de crença ou data, o começo de um novo ciclo é um convite para que se repense e se qualifique a  relação com o próximo e com o mundo. Feliz 2010!

Fonte: Procuradoria Regional da República 4ª  Região – com informações de Scritta e Themis.

A CORRENTE SE ALINHA

E O AMOR, HÁ O AMOR...


EUNICE IS BLACK DESEJA A TODOS UM FELIZ  ANO  DE 2014, COM MUITA PAZ!


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A Infinita Sabedoria Divina


 
Deus em sua infinita sabedoria,


move nossas vidas como uma  pedra

 de um tabuleiro de jogo de xadrez.

Rei, rainha, bispos, torres, cavalos e peões.


Nós do outro lado com toda ousadia permitida pelo Divino, 


na nossa infinita ignorância, retrucamos ,

lutamos, protestamos, causamos resistência e muitas vezes 


emperramos.


Um jogo de paciência se faz.

Deus move uma peça, para, observa e gentilmente nos dá a vez.

Nós , desesperados, sedentos de resultado, atropelamos o tempo.


Pobre de nós!


Nos achamos capazes de enxergar o imenso tabuleiro da vida, e na 


tamanha ignorância pedimos

à Deus alterações...sem medirmos os resultados que possam vir a 


calhar mais adiante.

Achamos nossa cruz pesada por demasia, e quando ouvimos a óde


 vida de outras pessoas

fazemos comparações, invejamos e ou sorrimos aliviados com a 


nossa própria história.

Oh grande tabuleiro que nos aflige!


Oh jogo interminável ou curto demais!


Pedras que são eliminadas, peças que viram obstáculos.


Oh Grande Jogador cuja visão é única sobre nossas vidas.


Ensina-nos pelo menos o jogo da paciência!

(EUNICE ESPÍNOLA)



EUNICE IS BLACK PRA VOCÊ!

sábado, 28 de dezembro de 2013

DI PAULA - WALDEITON COSTA DE PAULA












AMIGO SINCERO, GRANDE ESTILISTA BAIANO,
 EX APRESENTADOR DE TELEVISÃO.



ANIVERSARIANTE DO MÊS DE DEZEMBRO 

D. VALDETE



Hoje você inicia uma nova jornada, e nesse momento de alegria por você estar completando mais um ano de vida, quero te dizer que tenho muito orgulho em compartilhar da sua amizade.



Parabéns meu amigo, feliz aniversário.




Hoje e sempre, você merece muitos abraços e homenagens.
Que Deus, nosso Pai, ilumine ainda mais seu caminho, para que possa conquistar todos os seus sonhos. Quero também te agradecer, por tudo o que tem feito para que a nossa amizade fique cada vez melhor.




Parabéns!




















 PARABÉNS MEU QUERIDO E GRANDE AMIGO,
EUNICE IS BLACK TE REVERENCIA NESTA DATA!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

LULU SANTOS BATENDO O MAIOR BLUE_SÃO



Ripado para dentro de um iTunes, um disco de Lulu Santos pode ser automaticamente classificado como rythym and blues, um gênero musical que, no Brasil, não encontra muitos representantes, digamos, assumidos – embora Tim Maia, Sandra de Sá, Cláudio Zoli e muitos outros (que aqui acabaram definidos como “soul”) tenham tido papéis fundamentais. Mas a música de Lulu pode perfeitamente ser definida como MPB, rock, funk, eletrônica (e só aí cabem dúzias de outros rótulos), folk, samba... o que acaba naquelas três letrinhas que não são nada e, por isso mesmo, acabam sendo tudo: pop.

O homem que já definiu sua banda como “uma espécie de sucursal das Nações Unidas” (três negros, um oriental, um português e o próprio, autodefinido mulato) faz em sua música a mistura que todo brasileiro traz no sangue.

Nascido em 1953, nos anos 1960 conheceu os Beatles, que o levaram a pegar uma guitarra e formar sua própria banda, Cave Man – mais tarde ele “brigaria” com os rapazes de Liverpool, apelidando-os Beat-less, “os sem ritmo”, e depois faria as pazes, claro. Aproveitando a febre de liberdade da era hippie, correu o Brasil com sua turma, até, de volta ao Rio, formar o Veludo Elétrico, com o baixista Fernando Gama – que depois ganharia fama ao integrar bandas como os Mutantes e o Boca Livre --, que o acompanharia no Vímana, a misteriosa banda que reuniu Lulu, Ritchie e Lobão, além de Gama. Fascinado pelo rock progressivo de grupos como o Yes, desenvolvia sua habilidade com a guitarra, que o acompanha por toda a carreira.

Um breve intervalo como jornalista free-lancer e funcionário de gravadora depois, estabelece-se a parceria com Nelson Motta, já um experiente personagem da música brasileira, desde a bossa nova, e surge a primeira composição da dupla, “Areias escaldantes”. Em 1982 Luís Maurício já assume o apelido Lulu Santos e estreia em LP (tinha isso!) com “Tempos modernos”.

Aquele papo de ver a vida melhor no futuro, por cima de um muro de hipocrisia, rendeu: além de outros sucessos, como “De repente, Califórnia”, uma respeitável venda de 150 mil cópias, nada má para um estreante. Então, vamos nessa: a década de 80 veria Lulu lançar um disco por ano, estabelecendo-se como um dos artistas mais populares do Brasil, mas sem jamais deixar de ter o respeito da crítica e da classe.

Em 1983 veio “O ritmo do momento”, aquele da capa colorida, absolutamente new wave (a capa, não o disco, com Lulu e uma de suas amadas guitarras Fender Stratocaster), que enfileira os clássicos “Adivinha o quê” e “Um certo alguém”, logo de cara, sem esquecer “Como uma onda (Zen-surfismo)”. O Brasil canta acompanhado por Lulu, sua guitarra e sua banda, Os Românticos.
Já que a fase é boa, em 1984 vem “Tudo azul”: “Eu nunca fui o Rei do Baião/Não sei fazer chover no sertão/ Sou flagelado da paixão/ Retirante do amor/ Desempregado do coração” dizia a faixa-título, mais uma parceria de Lulu e Nelsinho. Sem medo de arriscar, ele, produzido por Liminha, se aproxima de ritmos brasileiros, investe em sopros e percussão. O repertório traz mais sucessos, como “Certas coisas”, “Tão bem” (esta de Lulu sozinho) e “O último romântico”.
Em janeiro de 1985, Lulu é um dos artistas brasileiros mais bem-sucedidos no Rock in Rio, apresentando-se na mesma noite que artistas estrangeiros como Nina Hagen, Rod Stewart e os grupos Queen e The B-52’s. O sucesso no festival eleva ainda mais sua popularidade. Ainda naquele ano, ele lança “Normal”, do sucesso “Sincero”, e não sai dos palcos. Mesmo discos que não emplacam megassucessos como “Como uma onda” ou “Certas coisas” mantêm suas boas vendagens. “Lulu”, de 1986, (“Casa” e “Condição”) seguram o astro nas rádios e em programas como o “Cassino do Chacrinha”, para atingir mais um pico de sucesso com “Toda forma de amor”, de 1988. “A cura”, com sua letra profética (“Existirá/ Em todo porto tremulará a velha bandeira da vida/ Acenderá/ Todo farol iluminará/ Uma ponta de esperança”), de autoria de Lulu, é a música mais tocada nas rádios brasileiras no ano.
O disco ao vivo “Amor à arte”, depois muito criticado pelo próprio Lulu, encerra a fase inicial e vitoriosa de sua carreira – que já tinha gerado até uma coletânea, “O último romântico”, em 1987. Antes que a década acabasse, sempre buscando novas direções, Lulu aparece com “Popsambalanço e outras levadas”, em que começa a estabelecer mais claramente um estilo próprio, um pop dançante levado pela guitarra, influenciado pela MPB, pelo samba... música de Lulu Santos, qualquer brasileiro sabe. O disco traz um experimentalismo talvez inédito na carreira de Lulu.
O ano é 1990, e o disco, “Honolulu”. Menos furioso do que em “Popsambalanço”, mais próximo do Zen-Surfismo que um dia criara com Nelson Motta, nosso herói relaxa e diverte com o comovido “Samba em Berlim”, sobre a festa na queda do muro que dividia o mundo, no ano anterior, e com a reflexiva “Papo cabeça”. Naquele distante ano, ele já misturava percussões orgânicas diversas a programação eletrônica, sempre em prol da canção. É claro que tanto tempero tinha que passar por muitas provas até cair no gosto do povo. Uma segunda provinha veio com “Mondo cane”, de 1992, em que o som era azeitado (com direito à baladaça “Apenas mais uma de amor”, uma de suas canções mais regravadas) para o estouro que viria em seguida.
Assim caminha a Humanidade” (1994) – a parceria com o produtor Marcelo Mansur, o Memê, dava ao Brasil um de seus maiores discos pop. Com as composições afiadíssimas e o sabor pop cristalino, palpável, Lulu sacode mais uma vez o Brasil, com direito a regravações de dois de seus heróis, dimetralmente opostos: o caipira canadense Neil Young (“Hey, hey, my, my (Into the Black)”) e o ponta-de-lança africano Jorge Benjor (“Tuareg”), além de um cheiro de seu primo de suingue Tim Maia. Nos tempos de bolso cheio do início do Plano Real, o milhão de cópias era absolutamente possível. E não foi só: dando o crédito ao parceiro, Lulu lança em seguida “Eu e Memê, Memê e eu” (1995), o famoso disco dos ursinhos na capa e do repertório mais dançante, impossível, a começar com a regravação de “Descobridor dos sete mares”, clássico de Tim Maia, passando por versões e remixes infernais, para a alegria de Memê, o Professor Pardal do pop brasileiro. Mais um milhãozinho de discos vendidos, Lulu continuava no topo da carne- seca. A trilogia com Memê apresentaria ainda “Anticiclone tropical” (1996), de sucessos como “Aviso aos navegantes” e “Dancin’ Days”, clássico das Frenéticas, não por acaso de autoria de Nelson Motta, em parceria com Ruban.
Tanto sucesso, um pop de digestão tão fácil e saborosa levaram o sempre inquieto Lulu ao radicalismo de “Liga lá”, disco (propositalmente?) bem mais difícil do que o trio anterior, e talvez por isso mesmo um dos que melhor resumem o irresumível Lulu Santos: guitarra, percussão (do fera argentino-baiano Ramiro Musotto), eletrônica, samba, tudo aberto com precisão total por “Hiperconectividade”, passando pelos Novos Baianos (“Dê um role”, de Galvão e Moraes Moreira), Milton Nascimento e Ronaldo Bastos (“Fé cega, faca amolada”), pelo roqueiro argentino Charly García (“De mi”) e pelo tradicional (só no original) samba “Chico Brito”, de Afonso Teixeira e Wilson Batista. Tudo jogado no caldeirão pop-eletro-techno que Lulu vivia na época, em que chegou a se definir como “jungle addict” (viciado em jungle, o ritmo eletrônico que remete a batuques tribais.
Tantos blips e pzóings levam Lulu a uma atitude radical (e quando foi mesmo que ele tomou atitudes moderadas?): deixando de lado a tecnologia, ele chama os cascudos Dunga (baixo) e Marcelo Costa (bateria) e forma o power-trio Jacaré, que revisita recônditos pontos de sua obra em shows memoráveis (que, aliás, merecem um lançamento em CD, DVD, pen drive, no formato que for).
O experimentalismo descansa um pouco no autoral “Calendário”, recheado de canções de Lulu sozinho (como “Sábado à noite”, sucesso na versão do Cidade Negra), “Aquilo” e “Nau dos insensatos”, até a chegada do ano 2000, e, com ele, de “MTV Acústico Lulu Santos”.
É covardia: um violão (em geral, de cordas de aço, às vezes 12 delas), uma banda afiada até o osso e o repertório de Lulu Santos. Com um especial produzido com extremo bom gosto, nosso herói vende rios de discos (é, mais uma vez) e embarca em uma turnê tão longa e bem-sucedida que, claro, o faz sonhar com uma boa guitarra plugada. “No fim da turnê, fui tocar em Fortaleza e fiquei em um hotel que tocava o ‘Acústico’ 24 horas, sem parar. Realmente, valeu revisitar as músicas (“Apenas mais uma de amor”, de “Mondo cane”, de 1992, só estourou como deveria na regravação) e explorar o formato, mas estava na hora de seguir em frente”.
E em frente ele seguiu, com o deliciosamente pop “Programa”, de 2002, que o levou ao Centro de Estudos Espaciais de Moscou, na Rússia, onde, flutuando no ar, gravou o clipe de “Todo universo”. A passagem do tempo também está impressa em “Luca”, dedicada ao neto (!) do cantor.
O disco saiu, a turnê estreou e... Lulu resolveu que não era nada daquilo. “O Brasil mudando, Lula finalmente sendo eleito, e o sujeito flutuando no ar?”, perguntou, questionando a si mesmo. Resolvidos alguns problemas de saúde, Lulu completa 50 anos no estúdio, ao lado, claro, de Memê, para lançar “Bugalu” (2003), dançante, provocante, como o momento pedia, recheado de pérolas como “Delete”, “Jahu” (“Quando ela viu, cê tava no Jahu”, uma marca de andaimes e uma música irresistível), “Leite e mel” e “Rito pagão”. Tudo de volta aos eixos, banda afiada, com a cozinha de Chocolate (bateria) e André Rodrigues (baixo) e mais os teclados e as cinco mãos do Pokémon Hiroshi, nada mais justo do que um disco ao vivo, gravado em seu Rio de Janeiro natal: “MTV ao vivo Lulu Santos”. Mais uma vez, como perder? CD e DVD com o apuro de sempre, sucesso, como sempre. Mais uma coroação bem no Prêmio TIM de música, que traz Lulu como principal homenageado, pelo conjunto de sua obra, que é relida por feras do pop e da MPB . Um tributo semelhante viria em 2008, no Prêmio Multishow.
A indústria muda, o rádio perde seu peso, mas Lulu Santos continua Lulu Santos: “Letra e música” (2005) traz mais um punhado de canções inspiradas, como “Sinhá & eu” (mais uma das dezenas de canções dedicadas à sua musa Scarlett Moon), o delicioso “Bonobo blues”, dedicado aos insaciáveis macaquinhos, e “Ele falava nisso todo dia”, versão de uma música de Gilberto Gil que deveria ter entrado em um tributo ao mestre baiano anos antes, mas que o Brasil só teve o prazer de conhecer aí, levada por um beat arrastado e por uma guitarra saturada. Pode ser até que pouca gente tenha ouvido (em tempos de downloads e outras piratarias, a aferição das vendas de discos passa longe da precisão), mas quem ouviu lambeu os beiços e ouviu de novo.
Já que a maré não anda para peixe nas gravadoras, Lulu assume a independência em “Long Play”, de 2007, mais um punhado de boas canções, que evidencia o caso de amor do cantor com o funk carioca. Primeiro, o clássico “Deixa isso pra lá”, consagrado por Jair Rodrigues, gravado sem um único instrumento de harmonia, puro ritmo, puro beat, Lulu Santos total; mais para o fim, a bela “Se não fosse o funk”, hino de MC Marcinho para o gênero musical que o colocou no mapa. Composições de Lulu? Muitas, e boas, como “Olhos de jabuticaba” e “Ninguém merece”.

Para terminar a década, Lulu retorna a uma grande gravadora (o que seria delas sem ele?), a EMI, a bordo de “Singular”: e em 2010 Lulu retorna o grande sucesso “Lulu Acústico MTV II” que a 10 anos atrás vendeu 1 milhão de copias com “Lulu Acústico MTV I”. Lulu Santos Despluga sua guitarra pela segunda vez e promete não deixar ninguém para um só minuto.
http://www.lulusantos.com.br
EUNICE IS BLACK PRA VOCÊ!